29 de jul. de 2008
A frase do dia
"Eu sou contra a reeleição" (João Gonçalves, candidato à prefeito de João Pessoa, em visita ao TRE). Agora vai. Só fica faltando o eleitor ser a favor da eleição dele.
Não vai dar certo...

Deu no portal www.ararunapb.com.br: "Juiz suspende programas em Araruna - O juiz da 20ª Zona Eleitoral da Paraíba, Ricardo da Silva Brito, suspendeu repasses de recursos de todos os convênios celebrados entre o Governo do Estado e associações comunitárias do Município de Araruna, incluindo o que permite a distribuição de cheques moradia. O magistrado concedeu liminares em duas representações e uma Ação Eleitoral de Investigação Judicial (AIJE) impetradas pela coligação 'Confiança do Povo', formada por PMDB, PSB, PSL, PRB e PSC, encabeçada pela candidata a prefeita, Wilma Maranhão. A coligação alegou que os benefícios oriundos dos convênios beneficiavam diretamente o candidato a prefeito adversário, Vital da Costa Araújo (PDT), apoiado pelo governador Cássio Cunha Lima (PSDB)." Ave Maria! Parece que Maranhão não aprendeu com 2006, quando seguiu o conselho do "professor" Lavareda e descolou de Benjamim e Ney. Afinal, será que seus conterrâneos araruneses querem lá saber se os recursos beneficiam os candidatos fulano ou ciclano? Pior é agora, que todos vão saber por culpa de quem foi que o dinheiro não veio.
Vão ficar fazendo o quê?

"Paraíba não vai aderir à greve dos aeroportuários, confirma Infraero." Por horas, esta foi a principal manchete do portal WSCOM na terça-feira, 29 de julho. Fiquei me perguntando qual a razão de se dar tanta relevância para uma decisão que não altera em nada as conseqüências da greve na Infraero para os passageiros que partem ou chegam à João Pessoa. Se há greve em São Paulo, Rio, Brasília e Recife é o suficiente para isolar a Paraíba. Por maior que seja a boa vontade dos funcionários da Infraero regional em manter-se nos postos vão ficar tão paradinhos quanto os grevistas.
28 de jul. de 2008
Anderson Pires, marqueteiro de João Gonçalves?


Circulam informações de que o ex-publicitário e ex-militante petista, Anderson Pires, assumiu a campanha de João Gonçalves. Parece que o convite foi aceito não apenas pela necessidade de ocupação do rapaz, mas também pela oportunidade dele dar umas bordoadas em Ricardo Coutinho, desafeto dos tempos da política partidária petista. Por outro lado, a "contratação" deixa o marketing cassista/gouveista ocupado com o que realmente importa e sem a obrigação de comprar briga com o prefeito de João Pessoa, liderança poderosíssima para os próximos anos. Parece ser o caso de um marqueteiro descartável para uma candidato inviável...
26 de jul. de 2008
Bem que eu gostaria, mas tive que optar.

Foi tudo acertado durante o IV Congresso Brasileiro de Publicidade: eu assumiria a coordenação de marketing de uma campanha para prefeito em João Pessoa. Só que, na semana passada, depois de algumas reuniões com meus clientes perenes, chegamos todos à conclusão de que seria absolutamente inviável eu dedicar-me integralmente a um único compromisso por tanto tempo. E tive de renunciar ao convite. Mas prometo acompanhar tudinho, daqui de São Paulo, e compartilhar com meus leitores minhas impressões sobre as campanhas, principalmente de João Pessoa e de Campina Grande.
24 de jul. de 2008
Paraíba x TAM: que vexame!
Benvindo ao GuararapesA Paraíba tem coisas bizarras. A mais recente é a tentativa do senador Efraim Morais de convocar seus pares para pressionar a TAM a manter a freqüência de seus vôos para João Pessoa. Patético! Por menos simpatia que eu tenha pela TAM, não há como compactuar com esse tipo de intervencionismo político nas decisões de uma empresa privada. O que ocorre é que a Paraíba não gera demanda que justifique mais vôos. Quem gostava de voar no prejuízo para fazer bonito com o governo era a Varig. Por conta disso, quebrou. O fato é que, como eu já havia sugerido no meu primeiro "Moído da Semana", em 2006, ainda no Jornal da Paraíba, no dia em que a duplicação da BR 101, entre João Pessoa e Recife, fosse concluída o Castro Pinto perderia o sentido. É isso mesmo, é o que vai acontecer. Vai todo mundo embarcar no Guararapes, depois de uma hora de estrada, como fazem os paulistanos que embarcam em Cumbica. A reforma do Castro Pinto foi o maior desperdício de dinheiro público que eu já vi na vida. Inútil e com um resultado esteticamente estarrecedor. Sugestão: ônibus confortáveis, com ar-condicionado e serviço de bordo levando os pessoenses para o aeroporto de Recife.
18 de jul. de 2008
Alguém iria votar seja em quem for sem receber algum?

As revelações dos diálogos, obtidos pela Polícia Federal, na Operação Sufrágio, realizada na Paraíba, além de outras denúncias recorrentes de compra de votos, me deixam com a seguinte impressão: se todos os candidatos fizessem um acordo, em que fosse determinado que nenhum deles daria nenhum centavo para ninguém para comprar votos, provavelmente a eleição seria anulada por falta de quorum. Já imaginou o escândalo? "Eleição é anulada na Paraíba: ninguém foi votar." Os valores declarados nos telefonemas grampeados dão bem a medida da extensão da compra de votos, que chega às margens mais distantes dos centros de poder, onde grassa a miséria, inclusive moral, a ponto de se vender o voto por uns trocados. Negócios, empregos e esmolas, eis os interesses que movem as campanhas eleitorais e o exercício do voto. E agora? Suspende-se a distribuição de dinheiro, mesmo sob o risco da eleição ser anulada por falta de eleitores?
Quem se habilita?

Durante o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, fui abordado por companheiros do Brasil inteiro pedindo a indicação de redatores. Aparentemente, há uma crise de redação na publicidade do Brasil. Não que esteja faltando gente desempregada que diz que redige. O que está faltando é gente capaz de sentar na frente de um teclado e extrair dele frases conexas, conceitos claros, textos sedutores... Gente com cultura suficiente para sustentar argumentos com eficácia. Gente com capacidade para concentrar-se no briefing, compreendê-lo e resolvê-lo sem perder o foco. Se você é ou conhece alguém assim, por favor, mantenha contato. Certamente tem uma cadeira diante de um teclado de computador esperando vocês, em algum lugar do Brasil.
8 de jul. de 2008
Comunicar e Crescer em Manaus lota auditório da Suframa
Mais de 400 pequenos e médios empreendedores amazonenses lotaram o auditório da Suframa, em Manaus, na segunda-feira, dia 7, para assistir a terceira edição do seminário Comunicar e Crescer. Durante mais de duas horas e meia, a platéia acompanhou atentamente as recomendações oferecidas pela ABAP para aqueles que pretendem transformar os seus negócios em marcas de valor. Ao final, durante meia hora, o palestrante respondeu a dezenas de questões apresentadas pelos participantes.
O dilema do PSDB: se bater em Ricardo, ajuda Maranhão

Eis uma equaçãozinha curiosa que políticos e marqueteiros envolvidos com a campanha eleitoral para a prefeitura de João Pessoa se irão confrontar daqui para a frente: tanto Cássio Cunha Lima, quando José Maranhão e, ainda, Ricardo Coutinho não estão disputando apenas uma eleição, mas a supremacia política no estado. Maranhão vive momento delicado, pois sofreu duas derrotas seguidas, uma objetiva, para Cássio, na disputa pelo governo do estado e outra, agorinha mesmo, ao não conseguir emplacar o vice de Ricardo. Ou seja, cresceram para cima dele tanto um quanto o outro. E agora? Poderia se dizer que agora o pau vai cantar entre PSDB e PSB. Mas aí é que está o nó. Quem duvida que Maranhão não estará torcendo para uma campanha forte em João Pessoa? Perdida por perdida a eleição, restaria aos tucanos usar de seu espaço para dar uma desgastada na aparente inviolabilidade do prefeito, levando um Ricardo mais vulnerável para 2010. Se isso é bom para Cássio é, no entanto, melhor ainda para José Maranhão que nesta altura do campeonato já está com as fichas todas reservadas para os "irmãos coragem". Não quero dizer nada, é apenas um palpite, mas alguma coisa me faz acreditar que a campanha de João Pessoa vai ser "fofa" como só e Ricardo Coutinho vai dar um passeio a lá Schumacher em seus melhores momentos. Não apenas o passeio anunciado, mas um passeio extremamente confortável, chegando à reta final propositalmente preservado. Para essa solução se mostrar adequada, no entanto, se faz necessária uma vitória de Rômulo Gouveia em Campina Grande. Aí a conta fecha. O PMDB "desaparece" na capital e "devolve", em Campina, o que os Cunha Lima, historicamente, entendem como seu. Com Ricardo forte em João Pessoa e Cássio forte da Borborema para diante, as forças a serem medidas passam a ser outras. Se a tradição ainda vale alguma coisa, Ricardo teria de comer mais um bocadinho de feijão para virar governador, marcando uma presença importante em 2010, mas não necessariamente se elegendo.O PMDB, fatalmente, vai ter candidato. E a tendência vai ser o partido de Maranhão e o PSB partirem para uma briga acirrada que muito deverá convir ao PSDB.
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